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As Mil e Uma Noites Volume 2, O Desolado - Quinta-feira, março 3, 2016
de Administrador AESIL - Thursday, 25 de February de 2016, 11:07
 
 
 Entre o Verão de 2013 e o de 2014, a partir de um guião em construção que tinha como base histórias recolhidas por um grupo de jornalistas sobre a sociedade portuguesa contemporânea, o realizador Miguel Gomes ("Aquele Querido Mês de Agosto", "Tabu"), percorreu Portugal filmando a crise. Encadeando histórias que vão das manifestações de rua ao silêncio dos estaleiros de Viana do Castelo, passando pelo desespero de um desempregado, pelas manobras do político euro(s)centrado, pelos incêndios de Verão ou mesmo pelo tradicional banho de Ano Novo, traça um retrato do Portugal real – mesmo que essa realidade tome por vezes uma aparência absurda e fantasiosa – que pulsa sob o jugo da austeridade. "O Desolado” é o segundo tomo de uma trilogia que começou com o "O Inquieto" e termina com "O Encantado". A colecção toma o título – e estrutura – dos famosos contos árabes clássicos em que a princesa Xerazade oferecia todos os dias, em troca da sua vida, uma história nova ao rei Shahriar. Todos os volumes d' "As Mil e Uma Noites" de Gomes são também narrados por uma Xerazade e começam por parafrasear a contadora de histórias original: "Escuta, ó venturoso rei, fui sabedora de que, num triste país entre os países..." O realizador descreve o projecto como um misto de "ficção e retrato social, tapetes voadores e greves", lembrando que "imaginário e realidade nunca puderam viver um sem o outro (e Xerazade bem o sabe)". "O Desolado" foi o filme escolhido pela Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas como candidato de Portugal à nomeação para a categoria de Melhor Filme Estrangeiro na 88.ª edição dos Óscares, agendada para o dia 28 de Fevereiro de 2016, em Los Angeles, EUA. PÚBLICO 

Drama • Portugal • 2015 • 131 min • VOS portugués 

Un director de cine se convence de que la única forma de explicar la realidad social de su país -Portugal- es a través de los cuentos de Sherezade, la legendaria narradora de Las mil y una noches. Después de un capítulo más político (sobre los recortes de la troika), el segundo volumen se divide en tres historias que reflejan el ánimo colectivo. En la primera, un criminal huye durante meses de la Policía. Es culpable, pero se convierte en un héroe local por su desafío a la tan denostada autoridad. En la segunda, una magistrada juzga un delito y descubre que está involucrada toda la sala (¿será el sistema?). Por último, conocemos al perro Dixie, del que se van ocupando los distintos inquilinos de una casa en los suburbios. Después de la extraordinaria Tabú, el lisboeta Miguel Gomes presenta una denuncia social que, en la línea de Loach o Panahi, se adentra en la ficción en vez del documental, y conecta con el público mediante un relato fantástico. Al evocar fábulas pasadas, no esquiva el ominoso presente, sino que refuerza el contraste con la realidad de desempleo, hambre y miseria disfrazada de “austeridad”. Una mirada irónica y no del todo pesimista, con decorados fantásticos (ese juzgado-anfiteatro) y un original uso de la música, del bolero Perfidia a Lionel Richie.

CINES VAN GOGH: